Longa de Denis Villeneuve sobre massacre em escola canadense é destaque da semana



Confira as estreias de 25 a 30/7 na MUBI



X&Y


Diretora: Anna Odell

Suécia/Dinamarca, 2018, 112 min


“Quero investigar a identidade e o que significa ser humano. Eu e o ator Mikael Persbrandt vamos morar juntos por algum tempo. Ele e eu vamos escalar atores, alter egos, que atuarão como outras faces minha e dele. Também faremos encontros com uma psicóloga, que ajudará a compreender o processo. Pretendemos que o trabalho tenha como resultado um longa-metragem. O grande lance é que quem assiste não consegue saber o que é realidade e o que é ficção.” (Anna Odell)

Assista a partir de 25/7

 

ZOO - UM Z E DOIS ZEROS

Diretor: Peter GreenawayInglaterra, 1985, 115 min


“Leis estritas governam o universo cinematográfico de Peter Greenaway. E nenhuma delas é mais disseminada do que a entropia. Todo animal, vegetal ou mineral em ZOO - UM Z E DOIS ZEROS, sem esquecer tudo que é humano ou social, está inexoravelmente se esgotando, decaindo, morrendo. Esta história perversa, excessivamente sistemática e quase impenetrável sobre gêmeos siameses compõe aquele que talvez seja o filme mais cerebral de Greenaway - feito de um jogo cujas regras são misteriosas e garantidas por um niilismo fácil.” (Adrian Martin)

Assista a partir de 26/7

 

MAQUINARIA PANAMERICANA

Diretor: Joaquin del Paso

México/Polônia, 2016, 90 min


“Estamos de volta ao mundo de TEMPOS MODERNOS, enquanto o diretor mexicano Joaquin del Paso pinta com efeitos surreais e envolventes os efeitos da morte de um chefe sobre seus funcionários. Embora seja fundamentalmente uma sátira política ao México, a ausência de uma referência específica deixa entender que o filme também pode ser sobre reações à crise global, sobre o que acontece quando o cobertor de segurança social é repentina e cruelmente arrancado.” (Jonathan Holland, “The Hollywood Reporter”)

Assista a partir de 26/7

 

CAMPOS DA LIBERDADE

Diretora: Naziha Arebi

Líbia/Inglaterra, 2018, 97 min


“Quando a Primavera Árabe chegou à Líbia em 2011, encerrando a ditadura de 42 anos de Muammar Gaddafi, trouxe a sensação vertiginosa de que tudo era possível. Para um específico grupo de mulheres que passou oito anos treinando em um time de futebol feminino, a revolução ofereceu a possibilidade tentadora de disputar pela primeira vez uma partida oficial por seu país. Filmado ao longo de cinco anos, CAMPOS DA LIBERDADE documenta os desafios que elas enfrentaram dentro e fora de campo, a luta delas para a equipe ser aceita, em paralelo à busca de espaço na sociedade líbia contemporânea por milhões de mulheres.” (Christopher Vourlias, “Variety”)

Assista a partir de 27/7

 


HOTEL RUANDA

Diretor: Terry George

Reino Unido/África do Sul, 2004, 121 min


A euforia febril da violência em Ruanda é notavelmente diferente do sangue frio com que a Alemanha nazista perseguiu sua Solução Final. Aqui, a selvageria é realizada com um espírito de louca alegria. Caminhões militares, lotados de soldados da Interahamwe (a milícia Hutu) brandindo facões, circulam pelas ruas da capital, Kigali. A orgia assassina sugere uma multidão enfurecida celebrando uma conquista de futebol. HOTEL RUANDA minimiza radicalmente o banho de sangue explícito, que só é visto em meio à névoa ou à distância. Corpos estão por toda parte, mas não correm rios de sangue nas ruas e não se vê nenhuma mutilação medonha. Até as agressões parecem tímidas. Mesmo assim, o filme faz sua parte. Dá a impressão de que, se surgirem condições equivalentes para uma tempestade de ódio, uma catástrofe igual pode se repetir em qualquer outro lugar.” (Stephen Holden, “The New York Times)

Assista a partir de 28/7

 

POLYTECHNIQUE

Diretor: Denis Villeneuve

Canadá, 2009, 77 min


“Em 6 de dezembro de 1989, Marc Lepine invadiu uma sala de aula de engenharia na École Polytechnique de Montreal, ordenou que os rapazes saíssem e depois atirou nas nove alunas. Em seguida, ele percorreu a escola, alvejando mulheres, antes de se matar. Ao todo, ele matou 14 mulheres e feriu outras dez, ao lado de quatro homens. Seu bilhete de suicídio registra sua raiva contra feministas. Como ELEFANTE, de Gus Van Sant, POLYTECHNIQUE é uma interpretação formalista de uma atrocidade, com uma perspectiva fria sobre os fatos e espaço para o público ler entre as imagens, à medida que o filme vaivém na temporalidade.” (Denis Seguin, “Screen International”)

Assista a partir de 29/7

 


KRABI, 2562

Diretores: Ben Rivers e Anocha Suwichakornpong

Inglaterra/Tailândia, 2019, 94 min


“O artista e cineasta britânico Ben Rivers se reúne à realizadora tailandesa Anocha Suwichakornpong para este filme em que os lugares compõem a narrativa ou em que a trama é direcionada pelo itinerário. A dica que eu dou para assistir é deixar sua bagagem de expectativa no hotel e apenas seguir as figuras que buscam diante da câmera; à medida que eles encontram e aprendem sobre coisas novas, nós também devemos aprender.” (Mike McCahill, “Cinésthesia”)

Assista a partir de 30/7